O VERDADEIRO ALIMENTO

Atualizado: Mar 17


Para o homem, o alimento é toda substância que, introduzida no corpo, serve, por meio de uma ação orgânica, para construir uma estrutura ou suprir o desgaste dos tecidos e órgãos. E todo organismo humano é formado pelo alimento que ingere.

Cada órgão e cada tecido requer sua parte de nutrição. Cérebro, ossos, músculos, sangue, cada qual requer seu alimento conforme sua especificidade. É maravilhoso o processo que transforma a comida em sangue, por exemplo, e este, por sua vez, nutre todas as partes do organismo; processo continuo e mantenedor da vida.

Quanto mais familiarizados com os elementos que constituem o nosso corpo, mais capazes seremos de suprir suas necessidades, pois o corpo deve ser nutrido pelos mesmos elementos de que é formado.

Um corpo ideal é composto de 70% de água (hidrogênio e oxigênio), 19% de proteínas (carbono, oxigênio, enxofre, hidrogênio e nitrogênio), 7,5% de gorduras (carbono, oxigênio, nitrogênio e hidrogênio), 0,5% de carboidratos (carbono, oxigênio e hidrogênio) e 3% de minerais (cálcio, ferro, fósforo, potássio, magnésio, sódio, zinco, e outros). De posse desse conhecimento, vamos adequar e escalonar os alimentos de acordo com as necessidades do corpo. Todo organismo vivo necessita de elementos energéticos, construtivos e reparadores e estes são encontrados nos alimentos que ingerimos. Os carboidratos são os alimentos que fornecem a energia para o corpo e a proteína é a substância que fornece o material construtivo e reparador. A proteína poderia ser comparada ao aço de um carro e, quando ele necessita de reparos, deve-se usar aço. Mas o aço não dá força. Esta vem do combustível. Quando o carro está em movimento, o que lhe damos é combustível e não mais aço. Assim também é com o veiculo que chamamos de corpo. A quantidade de proteínas que necessitamos não tem relação com a atividade física que fazemos. Mas sim, depende do peso do veiculo.

Por certo você está lembrado das aulas de ciências na escola e da tabela periódica dos elementos químicos. Dos noventa e seis elementos conhecidos neste planeta, apenas dezesseis são necessários à manutenção da vida; a falta de qualquer um deles resulta em doença. Havendo excesso, a natureza se encarrega de eliminá-lo com os resíduos do corpo, mas a carência contínua resulta em má saúde e decadência.

Hoje ninguém ignora que, para sustentar da vida, não é suficiente uma dieta de alimentos construtivos (proteínas), energéticos (carboidratos e gorduras) e catalíticos (sais minerais). Há outras substâncias essenciais para a vida, as vitaminas. A importância das vitaminas pode ser comparada à função de certos hormônios que regulam os processos fisiológicos do organismo. São muitas as doenças causadas pela insuficiência de vitaminas.

A palavra vitamina tornou-se muito familiar nos dias de hoje. Fabricantes de produtos alimentícios estão sempre prontos a criar novos produtos enriquecidos de vitaminas B ou C, ou "X, Y, Z", procurando fazer com que vejamos estes produtos como contendo todas as vitaminas necessárias. Mas o que elas tem de tão especial? Uma vitamina é a faísca ativadora dos elementos nutritivos, é ela que os põe em operação. Usando novamente a metáfora do carro, a vitamina equivale a faísca de ignição do motor. Todas as peças podem estar em perfeito estado de funcionamento, o tanque estar cheio, mas sem a faísca de ignição o motor não dá partida.

Agora preste atenção, as vitaminas só são encontradas em seu estado original nos alimentos naturais. Elas são o fator essencial de crescimento de todo vegetal, sem o qual a vida vegetal não existiria.

Talvez, o principal conhecimento que você deva ter em mente, é que, para algo poder ser elevado a condição de alimento, é necessário que este contenha água em sua composição. A água, assim como as vitaminas, propicia a vida tanto no reino animal como no reino vegetal. Lembre-se que a vida é uma intrincada manifestação, que independe da nossa ação para ocorrer. Para a vida humana e animal ser possível, foi necessário a reunião das condições ideais para sua manutenção e sustento. Assim sendo, devemos classificar e escalonar o uso preferencial dos nossos alimentos em 3 classes. A primeira é constituída pelas frutas, legumes, verduras e oleaginosas, que chamaremos de alimentos primários. A segunda é constituída pela carne e ovos, alimentos secundários. Por fim, os terciários, que são aqueles que não figuram nos dois primeiros grupos. Desta forma, uma hábito alimentar ideal para os padrões contemporâneos, é caracterizado pelo consumo de 75% dos alimentos do primeiro grupo, 15% do segundo e 10% do terceiro. Mas, fique ciente, o padrão base, a formatação primordial, é caracterizada por 100% de alimentos do primeiro grupo.

A grande maioria das doenças que conhecemos, está relacionada a maus hábitos alimentares. Quanto mais longe deste padrão alimentar, mais perto das doenças estaremos. E você? Para onde pende a sua balança?

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