O PÃO QUE O DIABO AMASSOU

Atualizado: Mar 17


Em épocas imemoriais, o pão recebeu o nome de "esteio da vida". Outrora, o homem se utilizava dos cereais da terra mais do que qualquer outro alimento e dele dependia grande parte de seu sustento. Frutos da terra, o trigo, o arroz, o milho, o centeio e a aveia, figuram soberanos até os dias de hoje.

Estes maravilhosos cereais foram e são providos, em abundância, por agricultores de todo o mundo, para o nosso sustento. Mas um grande inimigo entrou em cena e converteu o "esteio da vida" num dos maiores causadores de sofrimento, doenças e morte, que temos nos dias atuais.

Os processos de refinação e moagem usados hoje são os responsáveis por transformar os alimentos da terra em fomentadores da morte. Transformando alimentos nutritivos em alimentos sem valor algum, por terem sido destituídos dos seus elementos vitais.

Você, ávido comedor de pães, com certeza conhece sua historia e, por isso, é um grande apreciador desta iguaria. Mas, vou me permitir contar um pouco desta historia para você se lembrar. Até uns 170 anos atrás, quase não se conhecia a farinha branca. Traziam-se os cereais ao moinho, onde eram moídos no seu estado integral e, então, usados apenas moídos como alimento. A farinha, assim produzida, só podia ser armazenada por pouco tempo, pois era atacada por insetos, perdendo, assim, sua qualidade. É em momentos como este que a engenhosidade humana aflora; inventamos um processo de peneirar a farinha, afim de remover as porções mais grosseiras do cereal e assim conseguimos conservá-la quase que indefinidamente. Os insetos não mais atacavam a farinha, o pão e outros produtos, pois ali, não há mais alimento algum. Iniciou-se, então, uma grande campanha no sentido de "educar" o povo a preferir farinha, arroz e pães brancos. A despeito de tudo, fizeram todos crer que, quanto mais branca fosse a farinha, tanto melhor seria o pão ou o que dela fosse feito. Tão popular se tornou essa ideia que os moinhos passaram a branquear a farinha mais ainda por meio de processos químicos.

A remoção do farelo dos cereais, praticamente os destitui de todas as suas vitaminas e seus elementos verdadeiramente nutritivos.

Quando um alimento é destituído de seus nutrientes, não há nada que possa compensar esse fato. A resultante degeneração do corpo, dele alimentado, não será rápida, mas sim lenta, vagarosa, destruindo todos tecidos e sistemas, roubando a saúde e a vitalidade, dando espaço às condições mórbidas, que são as doenças cujos nomes conhecemos tão bem.

Em nome do alimento atrativo e saboroso vai-se ainda mais longe; adiciona-se bicarbonato de sódio ao pão. Este causa inflamação do estômago e, muitas vezes, envenena todo o organismo. Adiciona-se leite, que depois de assado, não se conserva doce e, por isso, compensamos colocando mais açúcar à receita. Combinação desastrosa, que causa rápida fermentação quando dentro do estômago.

Todo pão e outros preparados de cereais são alimentos muito concentrados e, quando consumidos, são danosos ao corpo. Pois os cereais pertencem a uma classe de alimentos que deixam o corpo acidificado.

Ao menos 75% da nossa alimentação deve ser constituída de frutas, legumes e verduras, pois estas alcalinizam o corpo e têm um efeito purificador. Mas se sua preferencia alimentar for predominantemente por alimentos acidificantes, então você, certamente, está rumo à doença. Todo aquele que come pão e outros pratos, provenientes de cereais, mais de uma vez por dia, está sobrecarregando seu organismo e chegará o tempo em que pagará a pena de seu abuso. Você sente dores articulares e musculares? E estas são devidas a sua prática física vigorosa? Se a resposta à primeira pergunta for SIM e à segunda for NÃO, certamente você já está colhendo os frutos da sua alimentação.

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