A INDUSTRIA DA MORTE

Atualizado: Mar 17


Muitos de nós tiveram pais e avós que viveram até uma idade bem avançada, apesar de terem usado alimentos que hoje em dia são condenados.

Mas você saiba que os alimentos, por eles consumidos, eram bem diferentes dos alimentos que comemos hoje? Nossa comida, a cada dia que passa, ganha mais status de produto e perde a condição de alimento. Isto ocorre porque o desejo por lucro atingiu as fontes produtoras dos nossos alimentos, com a produção em larga escala, maquinário e processos modernos de produção e, em associação com um sistema de publicidade, o qual nos faz ter a necessidade de coisas que não são necessárias e nem benéficas ao nosso bem-estar e saúde.

Comemos com os olhos, não usando a inteligência na seleção dos nossos alimentos. E quase todos os alimentos que consumimos nos dias de hoje, são desvitalizados pelos processos de manufatura, perdendo elementos essenciais e, por conseguinte, perdendo os elementos verdadeiramente nutricionais.

Ao que parece, nossa fraqueza está no fato de comermos com os olhos, pois os fabricantes de alimentos acondicionam seus produtos em embalagens agradáveis e, junto a essas, chamativos letreiros aconselhando à come-los pelo seu sabor, pelos efeitos que causariam em nossos corpos, porque este ou aquele produto foi adicionado, dando a este alimento qualidades especiais.

Certamente não será difícil visualizar esta situação na sua mente, se é que você não conhece casos idênticos a esse que vou te apresentar. Sabe aquela criança que está sempre resfriada, e cuja mãe, por isso, não a deixa ir à escola e a outros eventos em dias chuvosos, mantendo-a em casa? Claro que sim. Agora imagine a cena... esta criança vai ao aniversário de uma colega de escola. E sobre a mesa, perfeitamente preparada por uma empresa de eventos, há um bolo gelado, sorvetes de palito com faixas coloridas, balas enfeitadas e uma grande variedade de doces que, nas cores, rivalizam para atrair a atenção dos ávidos olhinhos de todas as crianças.

A nossa criança está radiante de alegria com todas as balas e petiscos que estão a sua frente, e os consome sem moderação. A noite, já em sua casa, a criança encontra-se cansada mas muito feliz. Sua mãe a acomoda na cama e a cobre para que tenha um sono confortável e tranquilo. Durante o sono, a criança se agitou um pouco. Na manhã seguinte, a nossa criança não parece sentir-se bem. Sua mãe opta por mantê-la em casa e não ir à escola. A tarde, sua temperatura sobe, começa uma leve febre. Mas a febre continuou até o dia seguinte, foi quando um médico foi chamado. De forma cuidadosa o médico mediu o pulso da criança, olhou sua garganta, e perguntou o que havia comido. Depois de descrita a festa, o médico disse: Ela comeu demais. Mas ele não poderia imaginar o fato de que todos aqueles sorvetes ricamente coloridos haviam sido feitos de leite cru; e que, se realizasse um exame, isso revelaria a presença de milhões e milhões de organismos patogênicos neste sorvete, que uma pasteurização adequada eliminaria. Uma vez infectado, o leite e seus derivados: o sorvete, a manteiga, o queijo e outros, são alimentos impróprios para o consumo.

De forma alguma, o nosso médico poderia imaginar, uma vez que isso não é ensinado na escola de medicina, que o sorvete é endurecido com uma gelatina comercial, mais propriamente classificada como cola para madeira. Não sabendo dessa cola, não poderia também saber que ela contém sulfitos, cobre, arsênico, e que, pelo seu custo, esta cola foi adaptada para servir à produção de sorvetes, bolos e outros.

Pobre médico, os doces coloridos foram feitos de glicose, adoçados com 10% de açúcar, perfumados com extratos e coloridos com uma tintura. E os refrescos foram adoçados com sacarina, coloridos com tinturas, conservados com ácido salicílico, benzóico ou fórmico, e aromatizados com ésteres, éteres e aldeídos. E o que dizer dos refrigerantes, que por regra, não contém um único ingrediente reconhecido como alimento.

Esta festa, como exemplo de diversão infantil, não fez mal algum a nossa criança, exceto talvez os sorvetes com os germes da tuberculose bovina.

A importância desta festa consiste no fato de que estes "alimentos" servidos tipicamente em todos eventos sociais e amplamente comercializados em nossos supermercados, foram incorporados ao nosso hábito alimentar.

Você deve estar se perguntando: Porque esta criança sofre com tantos resfriados, então? Ela não vai a festas todos os dias, você me diria. Então, pensemos um pouco mais.

Em que consiste nossa alimentação nos dias de hoje? Pães, torradas ou panquecas, caldas e geléias, servidos com leite, no café da manhã. Nos almoços e jantas, carnes cozidas ou assadas, massas e doces para colorir a sobremesa. Nas tardes, uma confeitaria sempre cai muito bem. Entre uma refeição e outra, uma glicose com corantes e essências aromáticas, sempre vem bem para proporcionar mais prazer.

Estamos gordos, inchados e envenenados. A grande maioria das pessoas desconhece o fato de que o aumento da massa de gordura torna o nosso sistema hormonal disfuncional, diminuindo assim, a nossa vitalidade e a nossa resistência às enfermidades. Na realidade, a verdadeira causa do número crescente de mortes atribuídas à doenças é a má nutrição.

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